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Como buscar informações confiáveis

Adote uma postura de pesquisador.

Seja rigoroso e cauteloso com relação às informações que chegam até você. Adote critérios para aceitá-las como verdadeiras.

Trata-se então, de adotar a postura de um ceticismo operacional. A menos que se trate de informação sobre um “fato” que comprovadamente ocorreu, busque confirmações, mas mesmo tratando-se de fato ocorrido, é preciso conhecer as circunstâncias, antes de reagir a ele.

Busque confirmações.

Quaisquer informações, sejam elas favoráveis ou desfavoráveis, exigem confirmação.  Informações confirmadas por pessoas independentes e qualificadas para julgá-las podem produzir a confiabilidade que você busca. Uma outra forma de confirmá-las envolve o uso da indução, como mecanismo lógico. A forma básica de induzir é: “ Se x, então y”.  Em outras palavras, se o indivíduo ou grupo de eleitores tem a opinião x  sobre determinado assunto, então logicamente deverá ter a opinião y sobre outro assunto, que esteja fortemente relacionado com “x”. Por exemplo: se os eleitores de um determinado bairro estão muito revoltados, por causa das valas de escoamento de esgoto ao ar livre (Se x), quando perguntados sobre o que mais desejam para seu bairro, deverão responder saneamento básico (então y). Quanto mais confirmada for a informação, mais confiável ela será.

Saiba identificar boatos.

O boato possui uma forma de se apresentar que lhe é característica: ele aparece sempre sob a forma de uma notícia; sobre um fato importante; que recém aconteceu, está acontecendo, ou está por acontecer; cujas consequências são enormes; e que desperta alguma ansiedade em quem a recebe (este é o sentimento que faz com que o boato se difunda rapidamente). Não esqueça nunca que o boato é notícia não confirmada.  É, pois, no território da possibilidade, da plausibilidade que o boato nasce e se difunde. A campanha eleitoral é um período especialmente propício para o surgimento de boatos. Por isso é muito importante que você saiba identificar boatos, para diferenciá-los das notícias reais e para imunizar-se de seus efeitos.

Nunca aceite opiniões quando existem dados.

Eduque sua equipe para trabalhar com dados. Em muitas ocasiões trabalha-se com opiniões e palpites em matérias em relação às quais existem dados precisos disponíveis ou de fácil produção, como por exemplo: dados do censo, estatísticas, artigos em jornais, pesquisas já publicadas.

Por preguiça, desleixo, falta de método ou de orientação muitas vezes deixa-se de buscar os dados existentes, ou produzi-los, em troca de opiniões do tipo “eu acho que…”, “é mais ou menos…”, “aproximadamente…”.

Não aceite nunca este tipo de informação imprecisa, quando existirem dados precisos e disponíveis sobre a matéria. Quando a informação existe e está disponível não há desculpa para não possuí-la.

Aplique o teste do beneficiário.

Frente a informações não confirmadas ou de difícil confirmação, aplique o teste do beneficiário.

Em política, fatos ou informações sobre fatos (ocorridos ou por ocorrer) que não se revelam como autoexplicáveis devem sempre ser analisados pela ótica dos seus resultados e não da intenção.  Há uma pergunta básica, de origem latina, que deve sempre ser feita.

A fórmula latina é Cui Prodest, isto é, a quem beneficia? Na maioria destes casos a resposta a esta pergunta e a consequente identificação do beneficiado vai esclarecer as razões do fato.

Não se perca na procura sempre inconclusiva sobre as intenções (que é a maior tentação para esclarecer a dúvida).

A você interessa as consequências reais do ato, ou da informação, que podem beneficiá-lo ou beneficiar a outros. É com esta realidade que você deverá lidar, porque ela é objetiva, existe e produz efeitos.  Nestes casos, para você, as consequências objetivas e reais são idênticas às que seriam produzidas, se as pessoas agissem na intenção de ajudá-lo/prejudicá-lo.

Não esqueça que, muitas vezes, você pode ser beneficiado por ações de pessoas que não tinham esta intenção.

Adote procedimentos de controle sobre estas informações

Tais como: múltipla checagem; avaliação da sua coerência com outras informações confirmadas e relativas ao mesmo assunto; conversa com analistas e comentaristas políticos; consistência  com resultados de pesquisas, (realizadas pela campanha ou por rádios, jornais, TV, instituições) e, sobretudo, a interpretação do seu significado e da sua lógica, em função do conhecimento que se possui sobre o assunto. Estes são alguns dos procedimentos que podem reduzir significativamente a margem de incerteza.

Combine o critério da confiabilidade com o tempo.

De nada adianta buscar uma confiabilidade que demore tanto tempo para ser obtida que faça com que se perca o momento de usá-la.  Há decisões que, por sua importância e premência de tempo, precisam ser tomadas com poucas informações confiáveis ou com informações contraditórias.

Nestes casos, não se deve hesitar. É melhor decidir com base em informações razoavelmente seguras e, até mesmo precárias, para não perder o momento e as oportunidades. Ele deve tomar as decisões necessárias, fazendo uso do seu melhor julgamento, e correndo os inevitáveis riscos. É aconselhável, porém que prepare por antecipação, uma alternativa de correção, para o caso de erro.

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