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“Nós nunca nos renderemos” – Discurso de Churchill em 1939

“Nós lutaremos nas praias, nós lutaremos nos campos, nós lutaremos nas colinas, nós nunca nos renderemos.”

Este é o mais célebre dos memoráveis discursos que Churchill, como Primeiro Ministro do governo britânico, pronunciou em 1939, por ocasião da fase inicial da II Guerra Mundial.

É uma obra prima de oratória patriótica, pronunciado duas semanas antes da queda da França, que já estava nos estertores de sua resistência, quando os EUA mantinha-se resoluto a não se envolver na “guerra europeia”, quando a Itália estava alinhada com a Alemanha e quando o Nazismo ocupara já a Áustria, a Polônia, a Bélgica, a Tchecoslováquia e a Holanda.

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Nunca tantos deveram tanto a tão poucos

Praticamente sozinha (a França já estava derrotada), a Inglaterra, contida dentro de sua ilha, mantinha-se em guerra com a Alemanha, esperando para qualquer momento a invasão nazista.

Esta realidade trágica do mundo, no momento em que o discurso foi pronunciado, confere autenticidade às emoções que Churchill nele expressa, e à disposição de lutar até o último homem.

Churchill havia chegado ao poder a menos de um mês, tivera que enfrentar as tentativas de apaziguamento dentro do gabinete, que defendiam o estabelecimento de um acordo de paz humilhante com a Alemanha, e, ainda sem a credibilidade que viria a conquistar em breve, tinha que mobilizar a nação para uma guerra desigual e para o risco da invasão.

Este discurso foi pronunciado na Câmara dos Comuns no dia 4 de junho de 1940.

Trechos do discurso

“Eu tenho plena confiança de que, se cada um fizer o seu dever, se nada for negligenciado, e se as providências certas forem tomadas, e elas estão sendo tomadas, nós vamos provar para nós mesmos, uma vez mais, que somos capazes de defender nossa ilha-lar, enfrentar a tempestade da guerra, sobreviver à ameaça da tirania, se necessário por anos, se necessário sozinhos.” (Aclamação)

“De qualquer forma, esta é a resolução do governo de Sua Majestade, de cada um de seus integrantes. (Aclamação). Esta é a vontade do Parlamento e da nação.”

“O Império Britânico e a República Francesa, unidos nesta causa e na sua mútua necessidade, defenderão até a morte o seu solo pátrio, ajudando um ao outro como bons camaradas, no limite de suas forças.”

“Mesmo que grandes porções da Europa, e muitos países antigos e famosos tenham caído ou venham a cair nas garras da Gestapo e de todo o odioso aparato do governo nazista, nós não vamos titubear ou falhar. Nós iremos até o fim.”

“Nós lutaremos na França, nós lutaremos nos mares e oceanos, nós lutaremos com confiança crescente nos céus, nós defenderemos a nossa ilha, seja qual for o custo.”

“Nós lutaremos nas praias, nós lutaremos nos campos, nós lutaremos nas colinas, nós nunca nos renderemos.” (Aclamação aos gritos)

“E, mesmo se esta ilha ou grande parte dela seja ocupada e fique sem alimentos – o que eu em nenhum momento acredito que aconteça- então nosso Império de além mar, armado e protegido pela frota britânica, vai levar a luta adiante, até que no tempo aprazado por Deus, o novo mundo, com todo a sua riqueza e poderio, se lance na guerra para resgatar e liberar o velho mundo.”

Escultura de Churchill na Câmara dos Comuns

Escultura de Churchill na Câmara dos Comuns

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