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Qual o significado de utopia?

O termo utopia foi criado por Sir Thomas Morus em 1516 para dar nome segundo ele a um “pequeno livro (…) não menos benéfico que divertido sobre o mais perfeito estado de uma república.”

Tal república estaria localizada numa ilha denominada Utopia que em grego quer significar “não lugar” ou seja, situada em lugar que não existe (imaginário).

Esta sociedade perfeita imaginária ocupou conceitualmente um lugar nas línguas ocidentais, significando sociedade ideal, mas não existente, um projeto de sociedade generoso, mas existente apenas na imaginação. Na Inglaterra a obra só seria publicada em 1551, após a execução de Thomas Morus, por ordem do rei Henrique VIII.

Há em torno de 90 obras sobre utopias escritas daquela época aos dias atuais, das quais 10 foram anteriores à obra de Thomas Morus. Na mesma época, em Florença 3 anos antes, em 1513 Maquiavel havia escrito o Príncipe, dedicado a Lourenço de Medicis.

Xilogravura por Ambrosius Holbein de uma edição de1518 de Utopia

Xilogravura por Ambrosius Holbein de uma edição de1518 de Utopia

A Utopia de Morus era uma sociedade perfeita, localizada na ilha de mesmo nome, que não era maculada pela presença dos vícios mundanos. Esta sociedade ideal podia ser vista como o contraponto das demais sociedades reais, todas imperfeitas, apoiadas na prática de vícios como a cobiça, a crueldade, a ambição, a vaidade…

Com o passar dos séculos o termo utopia ganhou um espaço póprio e definitivo na linguagem política, significando a concepção de estados e sociedades ideais (não existentes) nas quais os valores que costumam estar em conflito nas sociedades reais, como liberdade e organização, cooperação e competição, conseguem ser harmonizados eliminando os conflitos e instalando uma vida de paz, harmonia e cooperação.

O adjetivo utópico é também usado para descrever os projetos idealistas de socialismo, concebidos ao longo do século XIX por pensadores como Robert Owen, Claude Saint Simon, François Fourier e outros que Marx denominou como socialistas utópicos, contrastando os com o modelo de socialismo que propunha e que denominara de socialismo científico.

Na linguagem política corrente, a denominação utópica, atribuída a projetos de sociedade, ou políticas públicas, ou mesmo a meras intenções políticas, designa concepções bem-intencionadas, mas sem nenhuma viabilidade real. Objetivos sem chances de serem alcançados. Planos apoiados na imaginação, nas intenções, sem relação com a realidade.

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